Consulta ao psicólogo
17:11 | Marcadores: textos em português, Thiago Benitez | 8 Comments
Uma grande festa para a Literatura!
Começou no último dia primeiro a FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty.
O grande homenageado deste ano é o escritor pernambucano Manuel Bandeira.
Entre os grandes nomes internacionais estão Gay Talese, Catherine Millet. Pelo lado brasileiro, um dos mais esperados é o cantor e escritor Chico Buarque de Holanda, que daqui a pouco as 19hs (vocês podem acompanhar ao vivo) começa a mesa que reúne também o escritor amazonense Miltom Haltoum. Dizem que os ingressos terminaram em meia hora e que não se fala em outra coisa em Paraty!
A parte boa é que mesmo não estando lá, os amantes da literatura podem acompanhar as palestras e tudo o que rola por lá, através do próprio site do Evento. E o site está mesmo muito bom, nele podemos encontrar podcasts, o blog com as noticias e fotos do evento e vídeos.
Excelente iniciativa essa de deixar ao vivo e de graça que as pessoas (pelo menos as que têm internet) tenham acesso a cultura e a literatura.
Acabei de assistir ao escritor Cristovão Tezza, junto com o mexicano Mario Bellatin. Tezza, inclusive veio a Foz do Iguaçu, no Salão Internacional do Livro e sua palestra foi genial.
Para amanhã, recomendamos a palestra de Antonio Lobo Antunes, considerado desafeto do compatriota José Saramago, a partir das 19hs.
Lembrando que a FLIP vai até dia 05/07!
19:01 | Marcadores: Especiais | 5 Comments
Heróis do Cinema e da Literatura
Definitivamente os super-heróis das histórias em quadrinhos escolheram o ano de 2008 para invadir os cinemas. O homem morcego voltou arrepiando no filme Batman - O Cavaleiro das Trevas, um dos maiores recordes de bilheteria. Tony Stark surpreendeu interpretando O Homem de Ferro com sua sensacional armadura. Como em todos os outros filmes do super-herói verde, O Incrível Hulk foi um fracasso mundial, ao contrário de Hellboy II, que faturou 100 milhões de dólares. Hancock e Jumper foram outros dois filmes bem redondos que não deixaram a desejar devido aos sensacionais efeitos especiais. Esses super-heróis vieram e deixaram suas marcas na história dos quadrinhos e do cinema; muitos outros virão e também farão o mesmo. Na literatura acontece algo semelhante: alguns heróis surgem, fazem sucesso e depois desaparecem. No entanto, outros permanecem estáveis por muitos anos, como os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas e Dom Quixote de Cervantes, que se eternizou pela incomparável bravura. Isso para não falar dos heróis de Shakespeare, Virgílio, Homero, entre outros. Mário de Andrade também contribuiu, construindo seu herói sem nenhum caráter: Macunaíma. Quantos heróis a literatura não construiu e quantos outros não virão? Atualmente, prestigiamos uma ideologia diferente de herói. Se antes eram Hércules, Aquiles e Ulisses, hoje são Shrek (um anti-herói como Macunaíma), Homem-aranha, Super-homem e infinitos salvadores (ou destruidores) do planeta. Dizer que isso é ruim seria uma incoerência, já que a definição de super-heróis de antigamente não se diferencia muito da de hoje: “Matar o bandido e salvar a mocinha”. Assim como Ulisses um dia quis salvar Helena dos Troianos (por mais que esta não tenha sido sequestrada, mas sim fugido com os gregos por livre e espontânea vontade), Peter Parker e Clark Kent também buscam salvar suas amadas. Segundo Umberto Eco, “enquanto um livro requer uma leitura cúmplice e responsável, uma colaboração interpretativa, o filme ou a televisão mostram-nos as coisas prontas”. No entanto, quem não tem a capacidade de ver um filme e transportá-lo para o mundo real, não consegue ver nada de interessante nas telas dos cinemas. Às vezes, existem “vazios” no filme, que o espectador precisa preencher caso queira dar sentido à história. Criatividade é necessária onde e quando for tanto na leitura de um livro quanto na apreciação de um filme. É possível criar sempre, mesmo que alguns tentem nos impedir. Criemos! (Este artigo foi publicado pelo Thiago, na quinta edição do "Quixote", Fanzine do Grupo Gauche de Literatura.)
23:19 | Marcadores: Quixote, textos em português, Thiago Benitez | 28 Comments
Boas vindas aos séculos
Em pleno século XXI, o homem se gaba de todas as suas conquistas e avanços tecnológicos. A modernidade oferece às pessoas conforto e comodidade. Há liberdade de expressão, na maioria dos lugares terrestres. As pessoas tornaram-se donas de seus próprios narizes, desfrutam do livre arbítrio para sua escolha sexual, religiosa, profissional. Mesmo assim, parecendo até irracional, atitudes seculares passadas ainda prevalecem em nossa sociedade.
O preconceito, como outras atitudes ultrapassadas e superadas, é cada vez mais evidente. Teima-se em separar os negros dos brancos, os pobres dos ricos e assim por diante. As cotas estão aí para provar... Num vestibular ou concurso, hoje, cada um fica no seu canto, dependendo de sua cor e classe econômica. Se você for negro, sua classificação será determinada separadamente dos brancos. Se você for pobre, a mesma coisa. Os nossos amigos lá de cima do continente são vangloriados por terem eleito um negro, o primeiro negro eleito na história do país. Mas qual a diferença? Ele vai mudar o mundo pelo simples fato de ter nascido negro? As pessoas são melhores por serem negras ou não? Em pleno século XXI, as pessoas ainda insistem em discriminarem umas às outras por causa da cor ou pela classe social a qual cada um pertence. Se não discriminam, exaltam e valorizam, mas levando em consideração a pele e o status, deixando de lado os valores e o que cada um realmente é, o que realmente importa.
Do que adiantaram todas as revoluções, manifestações e panfletagem dos que acreditavam em alguma mudança, se nada mudou? Se o preconceito e a discriminação continuam camuflados em cotas e piadas por aí afora? De que adianta encher a boca para dizer 'em pleno século XXI' se na verdade as coisas não mudaram tanto assim? O século, esse século era a esperança para muitos, mas antes mesmo de ele chegar já havia um poeta profetizando: “Se você correu, correu, correu tanto e não chegou a lugar nenhum, baby oh baby bem vinda ao século XXI”. Enquanto depositarmos nossa fé e esperança nos anos e nos séculos que estão por vir e deixarmos de lado o que cada um pode fazer, o que cada um deve mudar, continuaremos cantando esse refrão para os séculos e milênios futuros. Continuaremos caminhando lentamente para lugar nenhum...
14:06 | Marcadores: Priscila Yamany, textos em português | 32 Comments
Rabisgauche
14:30 | Marcadores: Quixote | 24 Comments
Ushuaia poética
Arroyos de agua cristalina y casitas de madera...
Tierra de pioneros que encontraron su lugar,
pico y pala trabajaron 'la esperanza' el refrán.
Castor y Guanaco, tronquitos y piedra...
y una Margarita salvaje y pequeña.
Clara, verde primavera; la vida brotando en Ñíres y lengas.
Calafate, Parrilla y Michay, larga jornada de luz estival...
Amarillas y carmín, tus mejillas en Abril;
calma en el pecho, otoños para contemplar...
...un fresco suspiro, comienza a escarchar...
Inviernos silentes, tu gente en el hogar;
muchacha durmiendo, blanca gaviota mirando al mar!
16:22 | Marcadores: Carmen Barudi, Colaboradores estrangeiros, Laura Beatriz Lencina, Poesias, textos em espanhol, textos em português | 33 Comments
Dia Nacional da Poesia - Castro Alves
Bahia, janeiro de 1870.
Ingenuidade
Por Robson Fagundes
Frases minhas se espalham,
Você as recolhe na mais
cândida ingenuidade!
São cantos de amor
Feitos com amor!
Mas meu semblante
não disfarça;
você não as lê!
Penso em recitar
E quando vejo,
Tua serena inocência me alerta
Que as deixei cair!
Literaturar
Por Thiago Benitez
Fazer poesias é como respirar: acontece naturalmente
Criar contos é como beijar: é prazeroso, mas termina rapidamente
Compor músicas é como declamar poesia: precisa-se de inspiração
Escrever teatro é como perdoar: é sacrificante, mas depois compensa a boa ação
Elaborar livros é como amar: precisa-se de tempo, paciência, empenho e determinação, mas no final tudo dá certo, ou não!
L'ESPOIR
Por Mathieu Mercier
Même au fond du gouffre
L'espoir est toujours présent, minuscule
A chacun à trouver sa source
Pour avancer peu à peu et chaque minute
Même dans les moments tragiques
L'espoir observe, entend et nous voit
Il faut garder cet espoir, même infirme
En donnant toute cette force d'y croire.
L'espoir est notre ami
Que chacun de nous puisse s'y retrouver
L'espoir guidera nos vies
Suivons-le car il ne faut jamais désespérer !
A ESPERANÇA
Mesmo no fundo do abismo
A esperança está sempre presente, minúscula
A cada um cabe achar sua fonte
Para avançar pouco a pouco e cada minuto
Mesmo nos momentos trágicos
A esperança observa, ouve e nos vê
É preciso guardar esta esperança, ainda que vacilante
Dando toda esta força para nela acreditar.
A esperança é nossa amiga
Que cada um de nós possa encontrá-la
A esperança guiará nossas vidas
Sigamo-la, pois é preciso nunca desesperar!
San Estanislao
Por Carmen Barudi
Más que un canto quisiera yo brindarte
cuando te recuerdo Santaní,
Y aunque yo no esté más ahi
tú sigues presente dentro de mí
Zorzal de otras playas,
Hoja de otro árbol,
Hija de otra tierra
En mis pensamientos
recorro tus calles, esquinas y veredas
tus plazas, tus casas y tu famoso arroyo
que no pisé, por eso seguramente no regresé
Allí no quedó mi madrecita,
Ningún amor
Pero si, muchos amigos
que llevo acá conmigo en el corazón
Y esos mismos amigos
tomaron nuevos rumbos,
pero siempre que pueden
regresan a tí
Como quisiera hacer lo mismo
pasar por las calles, esquinas y veredas
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é serio, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
23:40 | Marcadores: Especiais, Poesias, Quixote, textos em português | 43 Comments
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